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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Mortalidade Materna no Brasil



O Brasil precisa acelerar o passo se desejar cumprir a meta do milênio estabelecida pela ONU para 2015.


 Por Luiza Erundina e Muna Zeyn

Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2011 revela significativa redução na taxa de mortalidade materna no Brasil. A cada 100 mil nascimentos  entre os anos de 1990 e 2008 a taxa de mortalidade na hora do parto baixou de 120 para 58 mortes. Apesar da redução média anual positiva de 4% registrada no período, o Brasil precisa acelerar para garantir que as soluções já existentes sejam aplicadas, e as novas consideradas. Só assim poderemos garantir a redução da taxa de mortalidade em 75% até 2015, conforme a meta proposta pela ONU.


Quais são as causas?
Entre as principais podemos citar a falta de assistência adequada durante a gestação e também no momento do parto. Se levarmos em consideração o estágio atual de desenvolvimento da ciência, torna-se não apenas injusto, mas inaceitável, que tantas mulheres e crianças ainda morram na hora do parto.


O que acontece?
Com freqüência mulheres de todo o Brasil ficam a peregrinar nos hospitais à procura de uma vaga para darem à luz. Isto acontece em todas as regiões brasileiras, inclusive nas mais ricas, como é o caso de São Paulo. Mais tarde, ao serem finalmente atendidas, depois de horas e horas de grande sofrimento, não encontram forças para suportar o trabalho de parto e acabam, lamentavelmente, falecendo mãe e filho.
   
O que diz a Lei n° 11.634?
Sancionada pelo então Presidente Lula em 27 de dezembro de 2007 e popularmente conhecida com a “Lei do Parto”, esta lei garante que toda mulher gestante assistida pelo SUS tem direito a inscrever-se no programa de assistência pré-natal e também a fazer seu parto na mesma maternidade onde realizou o programa pré-natal. A gestante também tem direito de ser transferida para local adequado caso o atual não esteja apto a prestar a assistência necessária conforme as necessidades da situação gestacional.


O que você pode fazer?
Precisamos propagar fortemente a informação da “Lei do Parto” ao maior número de pessoas, e garantir o que já é de direito da mulher. É preciso que todos os cidadãos e cidadãs conheçam a lei e se apropriem dela; fiscalizem sua aplicação e exijam do Estado políticas públicas que propiciem as condições necessárias à eficácia do marco legal e à efetivação de um determinado direito. Vamos formar uma corrente para divulgar este direito que beneficia a todos.
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Reunião pública contra veto do governador a projeto psicopedagógico


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Muna Zeyn, George Barbosa, Grace kelly Oliveira, Rogério Geanini, Ana do Carmo, Luiz Fernando, Roseli Caldas e Keiko Ota
Foi realizada nesta quinta-feira, 18/4, reunião pública contra o veto do governador ao PL 442/07, de autoria de Ana do Carmo (PT), que dispõe sobre a implantação nos quadros funcionais das escolas estaduais de um psicólogo e de um assistente social, visando atender educandos e educadores.

Ana do Carmo, após agradecer ao público presente, lamentou o veto de Geraldo Alckmin a seu projeto, aprovado por unanimidade na Assembleia. Afirmou que a educação está atrasada, abandonada e sem condições de receber os jovens. "Colocar psicólogos e assistentes sociais é o mínimo que o governador pode fazer pela Educação, diante da necessidade atual", disse a parlamentar após reforçar o desejo de juntar forças para a mudança.

Palavra de profissional

Rogério Giannini, presidente do Sindicato de Psicólogos de São Paulo, chamou atenção para políticos que, em seus discursos, afirmam que a educação é prioridade, mas que em suas ações a ignoram. Lembrou os anos de repressão política, quando teve início o debate sobre o funcionamento e o papel da escola, cujas ações ficaram na teoria.

Assistente social da Prefeitura de Guarulhos e membro da base do Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo, Greyce Neves falou dos déficits e dos problemas que ocorrem com a falta dos profissionais do serviço social e da psicologia no âmbito educacional. Entre os principais problemas que a integrante da mesa observou nos jovens em seu trabalho como AS de crianças e adolescentes vítimas de violência, disse que os alunos que praticam algum tipo de violência reproduzem os atos como uma realidade que lhes é exposta.

Luiz Fernando Saraiva, conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo, contou que os municípios vêm contratando profissionais das áreas pautadas, pois entendem a necessidade real que existe. Contra-argumentou todas as justificativas para o veto. "O governador parece não entender a atribuição da psicologia na educação. Somos parceiros dos professores. Temos que congregar forças", finalizou o psicólogo.

Muna Zeyn, chefe de gabinete e representante da deputada federal Luiza Erundina (PSB), contou que a ex-prefeita de São Paulo apoia a causa e reforçou a importância da luta para que o projeto torne-se lei. "São vários os sinais de conflitos e violências que um aluno dá ao educador. Nada melhor que esses detalhes sejam atendidos por uma equipe interdisciplinar."

Visando justificar a atuação dos psicólogos e assistentes sociais na rede de escolas estaduais, George Barbosa, pedagogo, psicólogo, pesquisador e membro da Sociedade Brasileira de Resiliência, leu carta trocada oficialmente com Geraldo Alckimin. Entre as justificativas usadas, o professor afirmou que os objetivos da propositura colaboram na consolidação da adesão escolar, abordagem de temas da superação, o ensino de habilidades para a vida e a gestão de conflitos, entre outros. Roseli Caldas, membro e tesoureira da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, dissertou sobre os alcances do projeto e ressaltou as doenças psicológicas que estão surgindo nas salas de aula.

Keiko Ota, deputada federal por São Paulo, demonstrou aprovação ao PL e destacou casos polêmicos que aconteceram recentemente na sociedade e que podem ser justificados pela falta de apoio psicológico que existe nas escolas de todo Brasil.

Ao final da reunião, foi aberto ao público questionar e debater os caminhos educacionais. Estiveram presentes no público representantes de políticos estaduais, professores, pedagogos, psicólogos, assistentes sociais e militantes de causas psicopedagógicas. 
Ana do Carmo, autora do PL que dispõe sobre a implantação nos quadros funcionais das escolas estaduais de um psicólogo e de um assistente social, visando atender educandos e educadores

Texto: Gabriel Cabral Fotos: Dulce Akemi - 18/04/2013