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terça-feira, 29 de outubro de 2013
Deputada Luiza Erundina, hoje, durante discurso no 1º Encontro Programático entre PSB e Rede.
"Lamentavelmente, a política envelheceu, os projetos se esgotaram e as esperanças têm desaparecido. A frustração que os políticos têm gerado na vida do povo é do tamanho da rejeição pela própria política. Por isso, eu não me canso de celebrar essa novidade.
A política brasileira nunca viu situação semelhante. Onde duas vidas políticas, uma que já é realidade e a outra extremamente promissora, têm a generosidade de ceder pela mobilização de um país melhor.
A política se faz com gestos, com símbolos, com sonhos, com utopias. Isso que é política. E hoje, PSB e REDE, Eduardo Campos e Marina Silva, são a reencarnação histórica de um importante momento. Momento este que vai além de eleição e vai além de governo. Momento de um novo tempo da politica brasileira."
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Polêmica sobre neutralidade adia votação do marco civil da internet
07/11/2012 21:19
Saulo Cruz - Agência Câmara
O Plenário vai analisar na próxima terça-feira (13) o projeto do marco civil da internet (PL 2126/11).
A votação estava prevista para esta quarta-feira, mas foi adiada por
conta da polêmica em torno do dispositivo que obriga provedores a tratar
da mesma forma todos os pacotes de dados, sem distinção por conteúdo,
serviço, origem ou aplicativo.
Chamado de princípio da neutralidade, esse ponto, de acordo com o
relator do projeto, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), vai impedir que
os provedores façam distinção de velocidade entre um ou outro site ou
aplicativo.
“Esse dispositivo é extremamente sensível porque dele depende o
futuro da internet no Brasil, se vamos continuar tendo liberdade de
escolha ou se os nossos provedores de conexão vão escolher o que vamos
ler, o que vamos acessar, o que chega rápido e o que chega devagar”,
disse Molon.
Quem levantou a polêmica sobre a neutralidade foi o deputado Ricardo
Izar (PSD-SP). Para ele, a neutralidade afasta investimentos, diminui a
concorrência e pode encarecer os planos de internet.
Segundo Izar, a internet é como uma estrada congestionada. "Se um
usuário paga R$ 9,90 para ter só e-mail e outro paga R$ 200 para baixar
filmes, quem paga caro tem de ter prioridade na hora do congestionamento
ou as operadoras terão de aumentar o preço do pacote mais barato",
criticou.
Molon rebateu o argumento com a mesma analogia. Segundo ele, a
internet não pode ser uma rodovia com várias pistas, em que quem paga
menos anda na faixa mais lenta e quem paga mais tem direito à
velocidade.
Poder do governo
Ex-ministro das Comunicações, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) defende a neutralidade, mas criticou o projeto por dar ao Poder Executivo o poder de regulamentar as exceções à neutralidade. Segundo ele, o texto permitirá que o governo atue como o “guarda da infovia”.
“Hoje, nos agrada a presidente, mas a vida pública é impessoal. Não
gostaria de ver na mão da Dilma ou de qualquer presidente esse tipo de
poder sobre a internet que, para mim, é anárquica”, opinou.
Atribuição da Anatel
A regulamentação do texto também causou atrito nesta quarta-feira entre o Congresso e o governo. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o órgão mais indicado para regulamentar o marco civil da internet é a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Já o relator do projeto, Alessandro Molon, disse que vai mudar a
redação do texto para deixar claro que ele não será regulamentado pela
Anatel. “Não é papel da Anatel regulamentar projeto de lei. Quem
regulamenta projeto de lei é o Poder Executivo”, disse Molon, reforçando
que à Anatel caberá apenas fiscalizar a aplicação da lei.
Privacidade dos usuários
Outro ponto que pode causar divergência é a privacidade dos usuários. O deputado Eli Correa Filho (DEM-SP) quer autorizar os provedores de conexão a armazenar os registros de acesso a aplicações dos seus usuários. Eli argumenta que, se os produtores de conteúdo podem armazenar dados, é justo dar aos provedores o mesmo tratamento.
Molon disse que essa medida permitiria a violação da privacidade dos
usuários, já que o provedor de conexão ficará autorizado a traçar todos
os dados de navegação da pessoa para uso futuro.
“O provedor de conexão é o meio, o cabo, ele não precisa guardar
dados. Se permitirmos isso, é a mesma coisa que autorizar que a internet
seja ‘grampeada’, pois o provedor vai saber o que você acessou, o que
você escreveu no seu e-mail e outros”, disse.
O projeto do marco civil, de acordo com Molon, autoriza apenas que os
provedores de conteúdo armazenem dados, mas somente para uso nos seus
aplicativos. “Pelo projeto, os dados pessoais colhidos só poderão ser
usados para as finalidades para as quais forem coletadas.”
terça-feira, 27 de março de 2012
Manifesto - A Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça se apresenta à sociedade brasileira
O Congresso Nacional assumiu suas
responsabilidades na busca da verdade e da justiça ao aprovar a Lei nº 12.528,
de 18 de novembro de 2011, que criou, no âmbito da Casa Civil da Presidência da
República, a Comissão Nacional da Verdade.
A Câmara dos Deputados acaba de
criar, no âmbito da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e
Justiça como expressão do compromisso do Legislativo com a missão de
conhecer os fatos e responsáveis pelas graves violações de direitos humanos
ocorridas entre 1946 e 1988 em nosso país.
A referida Comissão Parlamentar inclui
a perspectiva da justiça de transição, conceito fundado em tratados
internacionais e presente nos processos de restauração democrática de outros
países que também superaram regimes ditatoriais. As conclusões de seu trabalho
serão encaminhadas ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, como é praxe no
Estado Democrático de Direito.
A redemocratização do país permanecerá
inacabada sem o conhecimento e a apuração das violações de direitos humanos
cometidas durante o regime militar. É premente, portanto, acolher o testemunho
dos sobreviventes e envidar esforços para a abertura dos arquivos da repressão,
ainda subtraídos do conhecimento público.
Além de cumprir a prerrogativa
constitucional de fiscalizar o Poder Executivo, a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça contribuirá com a
Comissão Nacional da Verdade compartilhando com ela os resultados de suas iniciativas,
colocando inclusive à sua disposição informações e documentos acumulados pela
Comissão de Direitos Humanos e Minorias no decorrer de suas atividades.
É também dever desta Casa, que teve
suas portas fechadas e prerrogativas usurpadas, apurar as violações de direitos
humanos perpetradas contra parlamentares e servidores, restituindo-lhes, ainda
que simbolicamente, a dignidade de seus mandatos e de seus direitos de
cidadania.
A Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça realizará seminários,
audiências públicas e diligências com vistas à partilha de informações,
experiências e angústias das vítimas da ditadura, contribuindo, assim, com o efetivo
resgate da verdade histórica.
Resta-nos, por fim, apelar à
agilidade do Poder Executivo na implantação da Comissão Nacional da Verdade,
criada por Lei promulgada há mais de quatro meses e até o presente sem qualquer
efeito prático.
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